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16 Jan 2024

Entrevista: "Sebastien Béguerie"

Sebastien Béguerie cresceu em Marselha e passou a vida a especializar-se na planta que o levaria ao Tribunal de Justiça Europeu, no famoso caso “Kanavape”. Agora, está de malas aviadas para Portugal, onde adquiriu todo o franchise da Green Swallow, que conta com nove lojas em todo o país.

Estivemos à conversa com Sebastien na última Cannadouro — Feira Internacional do Cânhamo, no Porto, onde marcou presença com um stand da nova marca que vai lançar em Portugal, a Blessed Herbs.

 

Onde cresceu e quando é que teve o seu primeiro contacto com a canábis?

Nasci e cresci em Marselha. Quando comecei a andar de skate, tinha cerca de 14 anos, ouvíamos reggae, hip hop… foi aí que tive o primeiro contacto com a canábis. Mas para mim, a descoberta foi quando fumei os meus primeiros charros, aos 15 anos. Lembro-me de ir para a sala de aula, depois do almoço e de fumar o meu primeiro charro, de ficar super concentrado, e pensar: "Ena, agora tudo faz sentido!" Senti... não propriamente uma revelação, mas que esta planta me estava a fazer algo de bom. Ouvia música reggae, especialmente Peter Tosh, a canção "Legalize It", onde fala sobre a canábis poder curar o cancro, o glaucoma, a asma, e fiquei muito intrigado com esta afirmação. Foi isso que me fez começar a querer saber mais sobre esta planta, pois perguntava-me como é que os Rastaman da Jamaica, nos anos 70, falavam de benefícios para a saúde, ao passo que, em 1997 me diziam que a canábis era a coisa mais maléfica. Fiquei bastante confuso e comecei a pesquisar.
 

Como era o cenário em Marselha? Havia muita canábis?

Sim, havia. Marselha sempre foi uma plataforma para o tráfico de droga. Não é que eu me orgulhe disso, é apenas a realidade. E, como tal, sempre conheci Marselha como tendo uma área específica, os subúrbios, onde havia pessoas que vendiam abertamente haxixe, erva e agora, infelizmente, outros tipos de drogas. Mas, graças a Deus, na minha infância, era só haxixe e erva, principalmente haxixe. Fumei erva mais tarde, quando fui aos Estados Unidos. Mas sim, Marselha é como a porta de África. Temos muita população do Norte de África e muito do haxixe de Marrocos passa por ali. Isso significa que, em Marselha, isso é mais ou menos aceite na cultura da cidade, há muita gente a fumar haxixe ou erva, sem problemas. O haxixe faz parte da cultura de Marselha. A avenida mais popular da cidade é a Avenue de La Canebière, que significaárea do cânhamo”. A palavra vem do provençal canèbe, que significa cânhamo, e aire, que significa área. 

 

Entrevista completa na Cannadouro Magazine Nº12 agora nas bancas e nos pontos de venda online.

 



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